Movimento pelo Brasil: Lula no primeiro turno

Por Marco Aurélio de Carvalho, Cristovam Buarque, Maurício Rands, Pedro Ivo, Randolfe Rodrigues, Rosângela Lyra e Wellington Almeida

Contra Bolsonaro, urge a gestação de uma ampla frente democrática

Um movimento de cidadãs e cidadãos, suprapartidário, que almeja um novo ciclo para a história do Brasil. Um movimento da sociedade civil, de acadêmicos, empresários, profissionais liberais e dos movimentos culturais e sociais conscientes de que o país não pode correr o risco de mergulhar em mais quatro anos de obscurantismo.

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O Supremo e as Caixas Chinesas de Bolsonaro

Tudo já foi dito sobre o comportamento do presidente da República. De jornalistas a jornaleiros, de vulgos aos cientistas, não faltaram palavras duras para epitetar as ameaças feitas à Constituição, às Instituições e, principalmente, à nossa Suprema Corte.

Os discursos do dia 7 de setembro foram o canto do cisne de sua Excelência. Rubicão atravessado, as caravelas foram todas queimadas.
O mais inusitado é que o presidente cria a tempestade perfeita para caos e crise e, ao mesmo tempo, invoca a Constituição.

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A colunista e os dois demônios que lhe tiram o sono

Por Marco Aurélio de Carvalho, Lenio Streck e Fabiano Silva dos Santos

É patético comparar a aplicação de garantias processuais nos casos de Jefferson e Lula

O grande Norberto Bobbio dizia que a lição número um de um cientista é não comparar ovos com caixa de ovos. Sempre dá errado. Outra lição vem de Ludwig Wittgenstein (muito lido em faculdades de filosofia), que dizia: sobre o que não se tem competência para falar, deve-se calar.

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A enganosa saída parlamentarista

Por Marco Aurélio de Carvalho e Mauro Menezes

Em artigo recente (Folha de S. Paulo, 18/7/2021, p. 3), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, alertou para o caráter farsesco da rediviva proposta parlamentarista, apresentada por lideranças políticas do campo conservador como saída para a crise política atual. Na visão ponderada e arguta do integrante do Supremo, a ideia, agora oferecida sob o disfarce semipresidencialista, objeto de especulação do ex-ocupante da presidência da República Michel Temer e do atual presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, constitui uma versão requentada de iniciativas já rejeitadas pela sociedade brasileira em 1963 e 1993. Em uma análise enriquecida por elementos históricos, o ministro Lewandowski aponta que soluções destinadas a enfraquecer os poderes do presidente da República costumam malograr em seu intento de contenção de turbulências, servindo na verdade a interesses inconfessáveis das elites econômicas.

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