Diante de mais de 300 pessoas no dia 3 de maio, entre eles os principais advogados do Brasil, o presidente do STF disse que as instituições democráticas estão sob ataque e precisam ser defendidas pela sociedade. Para o advogado Marco Aurélio de Carvalho, a presença de todas as entidades representativas da advocacia no evento, do Judiciário e da sociedade civil no evento reforça a importância do Supremo para a democracia do nosso país. “São entidades que guardam entre si significativas diferenças ideológicas, mas que nos une, em afinidade de princípios e propósitos. Uma união que é muito maior do que o que nos diferencia”, afirmou ao Consultor Jurídico.
Outros advogados com o criminalista Alberto Zacharias Toron destacara, ações importantes do STF. “Foi o STF que por meio da Súmula 14 interrompeu a forma policialesca de investigar que vinha sendo feita, na qual advogados era impedidos de acessar os autos e deu um basta a conduções coercitivas sem intimação prévia, para que investigados fossem pegos de surpresa e fossem interrogados sem a presença de advogados”, disse Toron.
E Felipe Santa Cruz, presidente do Conselho Nacional da OAB, afirmou que “não tememos o ódio que tenta nos calar. Os protocolos das milícias nas redes sociais não assustam os que resistiram aos porões da ditadura”.
Para o professor emérito e jurista Ives Gandra Martins, “passamos a ter alguém na presidência do STF, alguém que definiu de forma clara e magnífica o que é a harmonia entre os três Poderes. É um presidente que sabe o valor que o direito de defesa tem. Nós, advogados formados na década de 1950, defendemos o STF e a garantia da democracia no Brasil”.
Leia mais nas reportagens do Consultor Jurídico publicadas em 4 de maio e 7 de maio.