Quem dá a última palavra?

Desde a captura por setores da extrema direita da indignação que foi às ruas em julho de 2013, ouve-se, aqui e ali, rumores de que a Constituição Federal oculta uma válvula de escape: a intervenção militar constitucional.

​A expressão é um oxímoro, um paradoxo. Assim como a “dor que desatina sem doer”, de Camões, ou as “mentiras sinceras”, de Cazuza, a contradição interna de um conceito, quando muito, tem valor apenas na fantasia. Ou no pesadelo.

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Bolsonaro testa negativo para presidente

Não fosse pelo português que fala, poderíamos vislumbrar a figura de um ditador qualquer, desses egressos, por ironia, de uma ex-república soviética.

Cercado por seguranças de preto, vociferando contra a imprensa, inseguro, irritadiço e acusador…

Mas é Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, indefectível, em seu desfile diário para as câmeras, na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília.

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A saga da Gamecorp chegou ao fim

Por Grupo Prerrô

Fábio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou em carta aos funcionários na semana passada a venda de sua participação na Gamecorp, empresa responsável pela PlayTV. Por anos os negócios de Fábio Luís foram devassados por ataques e denuncias caluniosas, mas nunca nenhum ilícito foi comprovado. Na carta (leia a íntegra abaixo), em tom emocianado, ele lembrou das “tempestades” que enfrentou com o canal. Foi um dos negócios mais polêmicos já realizados no Brasil. Há cerca de 15 anos, uma das maiores empresas de telefonia do país, a Telemar (atualmente Oi) investiu cinco milhões de reais por uma fatia minoritária de uma empresa até então desconhecida: a Gamecorp SA, que tinha entre seus sócios Fábio Luís da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula, do PT.

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